quinta-feira, 7 de maio de 2009

“Querem encontrar um culpado pela derrota nas urnas, mas não sou eu”, avisa Gê

Com informações da assessoria de imprensa do vereador

O vereador Geraldo Teotônio da Silva, o Gê, de Jandira concedeu uma entrevista coletiva na manhã da quarta-feira, 06, para responder questionamentos da imprensa local sobre o processo interno, movido pelo PT contra ele, que ganhou publicidade nas últimas semanas. Para quem não sabe Gê está sendo investigado pela Comissão de Ética e Disciplina do PT jandirense, pois foi acionado por alguns filiados que o responsabiliza pela derrota do candidato a prefeito, Júlio Eduardo de Lima (PT), nas últimas eleições. O item mais contundente deste processo de acusação diz respeito a aprovação das contas dos exercícios de 1999 e 2000 do então virtual candidato a prefeito, Braz Paschoalin, no ano passado, quando o vereador ocupava a posição de presidente da Câmara. Segundo Gê, na avaliação do partido, ele deveria ter impedido a votação, já que a aprovação das contas resultou no registro de candidatura de Braz e conseqüentemente a sua vitória nas urnas.

Defesa
No entanto o parlamentar explica que como presidente do Legislativo se negou a convocar a referida sessão, ficando a cargo da mesa diretora tal procedimento. Como parte de sua defesa na Comissão de Ética, o vereador apresentou cópia do edital de convocação da sessão onde não consta sua assinatura, além de ter votado contra a aprovação das mesmas. Além disso tem a gravação em vídeo e áudio da sessão de 20/02/2008, onde deixa clara a sua posição. “Me acusam de ter pautado a sessão que discutiria as contas, mas não fiz isso e já provei. Fui pressionado, ameaçado pelos demais colegas naquela ocasião porque me coloquei contrário a isso. Não só não chamei a sessão, como também votei contra e a todo momento interpelava os vereadores, demonstrando minha posição. Isso qualquer um pode comprovar assistindo a gravação. Onde está a minha infidelidade em relação ao partido?”, questiona ele, acrescentando: “querem encontrar um culpado pela derrota nas urnas, mas não sou eu”.

Gê fez a sua defesa junto a Comissão de Ética na noite da terça, 05, e aguarda o parecer que deve ocorrer em cerca de 20 dias.

De acordo com ele o desgaste gerado pelo processo interno do partido, que defende há mais de 20 anos, quase o levou a desistir da carreira política. Pela primeira vez em 16 anos, o vereador não compareceu a sessão da câmara, o que chamou atenção da imprensa local. “Faltou muito pouco para eu desistir da política. Passei por momentos difíceis, me isolei pra repensar algumas coisas e tirar forças pra prosseguir, aliás o que me dá forças é saber que grande parcela da população confia em mim, acredita no meu trabalho”, desabafa.


Fogo amigo
A situação criada pelo próprio partido deu publicidade a isso, levando a situação a público, o que obriga a me pronunciar. Estou acostumado a enfrentar oposições, porém o que dói mais é o ‘fogo amigo’, é ver companheiros de longa data me acusando injustamente. Mas não vou deixar que meia dúzia de pessoas do partido atrapalhem a minha vida pública”, avisa.

A gota d´água, segundo Gê foi o envio de cartas endereçadas aos filiados do partido expondo a crise interna. “Ironicamente o remetente assina como agora é Braz”. Mas ninguém assume que enviou.
Após responder os questionamentos da imprensa, Gê finalizou a entrevista pontuando que retomou seu trabalho, os projetos em andamento, como o “Vereador no seu bairro” e continuará lutando pelos ideais que acredita em defesa da cidade de Jandira. O vereador também agradeceu a sua assessoria e amigos pelo apoio recebido nesse período.

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